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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
My perfect meal
Quantas receitas de bolo dão errado - se o fermento venceu, se a temperatura ambiente não está boa, se você erra a medida... A qualquer momento, pode dar errado.
Você era a receita prestes a dar errado.
Apareceu sem propósito e tudo que eu queria era diversão, sol e apenas uma pitada de amor, sem exageros. Minha última receita tinha sido muito salgada e passado do ponto. Eu não estava apenas começando uma nova receita, eu estava começando a escrever todo um novo livro delas.
Então você chegou com a simplicidade de quem prepara um drinque - não é necessário muita técnica nem habilidades. As doses são geralmente controláveis e não representam risco, a não ser que se beba demais.
Eu te bebi demais. Precisava sorver cada gota sua, bebericar seus lábios, me embebedar com suas palavras, seus olhos, seu corpo. Queria a ressaca de você no dia seguinte. Queria curá-la com mais taças de você.
E foi assim que você passou de drinque para entrada: para abrir meu apetite. Goles já não me bastavam. Precisava de mais conteúdo. Precisava da curiosidade que uma entrada atiça. Queria saber mais, ter mais, ver mais, experimentar mais, garfada por garfada.
Tornou-se pouco. Uma entrada não mata a fome. Para isso, só o prato principal. Passei a querer a refeição completa. Cada detalhe dela. Em quantidade. Senti, pela primeira vez, que estava sendo servida no melhor restaurante, pelo melhor chef. Alta gastronomia.
Seu perfume, seu sabor, sua textura, seu gosto, seu apelo, seu calor, seu tempero - minha satisfação.
Combinação perfeita, como queijo e vinho. Romeu e Julieta. De repente, uma receita de amor. O lado doce do amor - nossa sobremesa. O gosto bom que fica na boca... A vontade de uma colheradinha a mais... Compartilhar a vida e o pedaço do bolo de casamento.
E assim, perceber: nossas refeições acontecem todos os dias. Dia após dia, almoço e jantar. Refeições que às vezes estão salgadas, às vezes sem sal. Às vezes são light e às vezes engordam. Às vezes mal, às vezes bem passadas. Às vezes fora, às vezes comida caseira. Às vezes, doce, outras, fruta. Mas a gente sempre se alimenta... porque você me nutre.
Embora saciada, preciso dizer: minha fome de você é para a vida inteira.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Rotina
Acordo.
Dou de mamar.
Troco fraldas.
Troco de roupa.
Engulo café.
Dirijo.
Abasteço.
Trabalho.
Respondo e-mails.
Trabalho.
Atendo o telefone.
Almoço.
Trabalho.
Pago contas.
Faço compras.
Faço as unhas.
Leio.
Passeio.
Socializo.
Brinco.
Assisto TV.
Dou banho.
Tomo banho.
Dou de mamar.
Faço jantar.
Paro.
e
Espero
Pelo melhor:
Você.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Interdependências
"Um pensador de sistemas veria a vida da árvore somente em relação à vida de toda a floresta. Ele veria a árvore como o habitat de pássaros, o lar de insetos. Já se você tentar entender a árvore como algo isolado, ficaria intrigado com os milhões de frutos que produz na vida, pois só uma ou duas árvores resultarão deles. Mas se você vir a árvore como um membro de um sistema vivo maior, tal abundância de frutos fará sentido, pois centenas de animais e aves sobreviverão graças a eles. Interdependência. E a árvore também não sobrevive sozinha. Para tirar água do solo, precisa dos fungos que crescem na raiz e o fungo precisa da raiz e a raiz precisa do fungo. Se um morrer, o outro morre também. Há milhões de relações como esta no mundo, cada uma envolvendo uma interdependência. A teoria dos sistemas reconhece esta teoria das relações como a essência de todas as coisas vivas."
(Do filme "Mindwalk" (1990), baseado no livro "Ponto de Mutação", de Fritjof Capra)
Agora ficou claro. Não é vergonha dizer "Eu dependo de você". É ciência!
E eu dependo mesmo...
Dependo da sua presença, do seu amor, do seu afeto.
Dependo do seu olhar em mim, do seu beijo, do seu cheiro.
Dependo dessa vida interdependente que estamos construindo juntos, a cada dia, e que dá todo sentido à minha própria vida.
É ciência.
É fato.
Somos fungo e raiz.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Não me esqueça!
Quero garantir que você não me esqueça.
Não me esqueça no trabalho, no dia, nas conversas.
Diga meu nome vez ou outra, com pessoas diferentes.
Sonhe comigo, com meu sorriso e com meu beijo.
Quero garantir que você não me esqueça enquanto lembra de todo o resto: das tarefas, das contas, dos
e-mails, dos prazos.
Que você não me esqueça quando acordar atrasado – ou com tempo de sobra.
Que não me esqueça nas nuvens, no mar, no sol, nas gotas de chuva.
Que não me esqueça nas roupas, nos móveis, na carteira, na aliança.
Quero garantir que você não me esqueça quando está longe de mim. E também quando está perto.
Que você não me esqueça nas músicas da rádio, no computador, no telefone, no carro.
Que você não me esqueça hoje. Tampouco amanhã. Que não me esqueça nunca.
Que você não me esqueça.
Que você lembre: de mim, de amor, de nós.
Quero garantir que você lembre, lembre, lembre...
E então entenderá o quanto eu penso em você.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Falta de palavras
Faltam palavras grandes no mundo.
As grandonas que existem, em geral, não expressam coisas boas.
"Inconstitucionalissimamente" é ruim.
"Hipopotomonstrosesquipedaliofobia" é uma doença (ruim também!) que eu, ainda bem, não tenho.
"Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico": outra palavra grande, outra doença, igualmente ruim.
Estou precisando de uma palavra grandona, um palavrão, no sentido literal da palavra, para expressar o que sinto por ti!!
"Amor" é tão pequenininho...
Eu já te escrevi tanto, mas nada parece suficiente!
Não há palavras, não há textos que bastem...
Desisto!
Vem aqui olhar nos meus olhos e entender essas palavras de que preciso e que não existem...
Vem aqui pegar na minha mão, sentir meu coração...
Sinta-me.
Não vamos mais tentar dicionarizar. Não dá.
Fica comigo o resto da vida e, quem sabe, até lá, o mundo consiga criar uma palavra bem grande só para nós dois!
As grandonas que existem, em geral, não expressam coisas boas.
"Inconstitucionalissimamente" é ruim.
"Hipopotomonstrosesquipedaliofobia" é uma doença (ruim também!) que eu, ainda bem, não tenho.
"Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico": outra palavra grande, outra doença, igualmente ruim.
Estou precisando de uma palavra grandona, um palavrão, no sentido literal da palavra, para expressar o que sinto por ti!!
"Amor" é tão pequenininho...
Eu já te escrevi tanto, mas nada parece suficiente!
Não há palavras, não há textos que bastem...
Desisto!
Vem aqui olhar nos meus olhos e entender essas palavras de que preciso e que não existem...
Vem aqui pegar na minha mão, sentir meu coração...
Sinta-me.
Não vamos mais tentar dicionarizar. Não dá.
Fica comigo o resto da vida e, quem sabe, até lá, o mundo consiga criar uma palavra bem grande só para nós dois!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
The best place
Qual é o melhor lugar do mundo?
Considerei a minha própria casa, ou a casa da minha mãe, ou aquela ilhazinha ensolarada e isolada, onde os domingos são mais felizes. O mar, ou uma casa de campo, num dia friozinho, com direito à lareira. Pensei em Paris, claro! E também na minha cidade natal. Pensei em diversos lugares em que já me senti bem...
Mas nenhum deles se compara. Não há outro lugar no mundo que me faça tão bem quanto aquele em que me recolho todas as noites. Quando todo o dia já passou e posso me despir de salto, maquiagem e profissionalismo. Não preciso mais pensar nas responsabilidades, na tese, nos alunos, nas contas, no jantar ou na academia. Apenas eu mesma, tua, deitada sobre o teu peito. Esse é o melhor lugar do mundo!
É ali que fico acolhida entre teus braços, ouvindo apenas o som do teu coração batendo, sendo suavemente guiada pelo balanço quente da tua respiração... Guiada para a paz, para o descanso, para a certeza de que nada mais importa, de que tudo está bem, de que nós dois nos bastamos e, então, adormeço no conforto do teu peito.
O melhor lugar do mundo me dá segurança, me dá tranquilidade, me dá amor. É ali que quero estar hoje à noite e amanhã e depois e depois... E todas as noites. Sempre.
O melhor lugar do mundo, para mim, é você.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
passo-com-passo
Todo esse tempo...
Meus passos andaram tranquilos, equilibrados, juntos.
Enquanto o mundo clamava por um par, meus passos já nasceram acompanhados. E um não andava sem o outro. A pegada de um encaixava perfeitamente com a do outro. O direito sabia se sobrepor ao esquerdo, quando necessário, ou se juntavam, lado a lado, sem que houvesse a mais remota possibilidade de separação.
Quando um se feria, o outro carregava mais peso para compensar.
Revezavam o desconhecido: água muito fria da piscina testada por um, água da banheira muito quente experimentada por outro.
Eles dividiam as dores e os prazeres: prazer de tocar grama, areia, mar. Prazer de poderem acariciar um ao outro antes de dormir. Doíam juntos de tanto perambular. Ou de dançar. E também ganhavam massagens, beijos, tratamentos de beleza, preparando-os para passos ainda mais bonitos.
Meus passos iam bem, se acompanhavam.
Cruzaram-se com outros pares de passos. Por vezes, iam de encontro a eles. Outras vezes, simplesmente acabavam seguindo caminhos opostos. Às vezes, meus passos eram pisados por outros. E doíam-se.
Por todo esse tempo.
Mas houve um momento do percurso de meus passos em que eles conheceram os seus. Os seus eram maiores, mais firmes, determinados. Seus passos se afastaram e se aproximaram dos meus. Nunca foram muito mais longe. Os seus também já haviam conhecido outros passos, mas não como os meus.
Você deixou que meus passos experimentassem suas pegadas. Meus passos cabiam nelas. Tentaram aprender com elas. Foi assim que eles puderam sentir suas dores e seus caminhos, até mesmo os atalhos.
Você fora seguido. Mas não era disso que seus passos precisavam agora. Nem os meus.
Com os seus, meus passos perceberam que o ritmo de andar pode ser mais completo quando feito por quatro. E que dois passos que acontecem ao mesmo tempo têm mais força do que um de cada vez.
Meus passos escolheram acompanhar os seus. Eles entenderam que, se ambos se machucassem, teriam outros dois para carregá-los. Que, no chão muito quente, poderiam encontrar proteção em cima dos seus.
Meus passos abriram espaço em sua jornada.
Um par era bom, mas dois pares dariam conta de qualquer caminhada...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Ele + ela = ELO
Amo estar casada contigo.
Não sei se você reparou, mas, antes de casarmos, eu sempre gostei de usar pelo menos um anel em cada mão. Mas agora, depois do casamento, a aliança me basta. Gosto de olhar minha mão, meu braço nu de qualquer coisa. Me visto do nosso amor, de tudo o que ele significa, do elo que estabelecemos.
Gosto do significado das alianças: aliados, um círculo que nos representa, não se sabe onde acaba um e começa outro.
Gosto de olhar tua mão esquerda. Vou sempre beijá-la porque é um jeito de acariciar o que temos, a nossa relação.
Não apenas expõe ao mundo todo que somos casados. Ela grita que eu te pertenço, ela sente a pulsação acelerada quando estou contigo, ela é aquela parte de ti que me toma pela mão e me leva para casa, para o nosso lar, para o nosso mundo.
Porque uma aliança não existe sozinha. Ela só existe se for ímã da outra.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sim, eu aceito
Eu já cheguei a afirmar, depois de ter me frustrado seriamente com o tema, que não queria me casar. A sentença seria um oásis para muitos homens que não têm essa pretensão. Eu seguia um ditado antigo: “Bem casado é quem bem vive”. Não fazia questão do papel, da cerimônia, dos votos, das testemunhas. Bastava viver junto e feliz.
Mas ele insistiu. Fazia questão de tudo o que manda o figurino: a cerimônia, a bênção, os convidados, o papel, a festa... Tudo! Diante de um pedido de casamento tão lindo como o que ele fez, e sabendo por experiência que viver com ele já era o que mais me fazia feliz, aceitei.
Hoje, passada a cerimônia toda, sinto-me na obrigação de alertar àqueles (especialmente àquelas) que dizem também não querer casar:
CASEM-SE!
Não estou fazendo campanha para que o casamento aconteça sem pensar, sem ter certeza de que é aquilo mesmo. Minha campanha é de que, uma vez encontrada a pessoa com quem você tem a intenção de passar boa – ou a maior – parte da sua vida, o ritual se realize.
Eu não achava que isso faria muita diferença, mas faz, sim! É importante fazer as juras de amor e fidelidade diante de todas as outras pessoas que são importantes na sua vida. Sim, elas já sabiam que havia amor ali, mas oficializar isso tem seu inestimável valor.
É importante ver no olhar do outro o quanto ele está inteiro naquela relação tanto quanto você, a ponto de demonstrar isso publicamente e, para os que acreditam, demonstrar também perante Deus.
O ritual tem sua magia, desde que o casal esteja no mesmo ritmo de certeza de que é isso mesmo que querem, com aquela pessoa. E festejar essa escolha é bom demais! É quando a gente se dá conta de que, no mundo em que vivemos, com as relações tão superficiais que nos cercam, o bonito é poder celebrar o comprometimento de duas pessoas que se amam e que sabem do que há de bom e de difícil na vida a dois.
Apesar de velho e conhecido, é só quando o discurso sai da nossa boca, que entendemos o valor e a verdade de “amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”. A gente sabe que precisa mais que isso: precisa amar, respeitar e viver feliz a maior parte do tempo. Fazer a relação continuar gostosa. Continuar fazendo o outro tão admirável quanto ele é naquele dia da promessa.
Assim, são vários os compromissos a dois. E por isso o dia do casamento é também o marco de que você acredita que pode fazer dar certo. E que, sem dúvidas, vale muito a pena!
Mas ele insistiu. Fazia questão de tudo o que manda o figurino: a cerimônia, a bênção, os convidados, o papel, a festa... Tudo! Diante de um pedido de casamento tão lindo como o que ele fez, e sabendo por experiência que viver com ele já era o que mais me fazia feliz, aceitei.
Hoje, passada a cerimônia toda, sinto-me na obrigação de alertar àqueles (especialmente àquelas) que dizem também não querer casar:
CASEM-SE!
Não estou fazendo campanha para que o casamento aconteça sem pensar, sem ter certeza de que é aquilo mesmo. Minha campanha é de que, uma vez encontrada a pessoa com quem você tem a intenção de passar boa – ou a maior – parte da sua vida, o ritual se realize.
Eu não achava que isso faria muita diferença, mas faz, sim! É importante fazer as juras de amor e fidelidade diante de todas as outras pessoas que são importantes na sua vida. Sim, elas já sabiam que havia amor ali, mas oficializar isso tem seu inestimável valor.
É importante ver no olhar do outro o quanto ele está inteiro naquela relação tanto quanto você, a ponto de demonstrar isso publicamente e, para os que acreditam, demonstrar também perante Deus.
O ritual tem sua magia, desde que o casal esteja no mesmo ritmo de certeza de que é isso mesmo que querem, com aquela pessoa. E festejar essa escolha é bom demais! É quando a gente se dá conta de que, no mundo em que vivemos, com as relações tão superficiais que nos cercam, o bonito é poder celebrar o comprometimento de duas pessoas que se amam e que sabem do que há de bom e de difícil na vida a dois.
Apesar de velho e conhecido, é só quando o discurso sai da nossa boca, que entendemos o valor e a verdade de “amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”. A gente sabe que precisa mais que isso: precisa amar, respeitar e viver feliz a maior parte do tempo. Fazer a relação continuar gostosa. Continuar fazendo o outro tão admirável quanto ele é naquele dia da promessa.
Assim, são vários os compromissos a dois. E por isso o dia do casamento é também o marco de que você acredita que pode fazer dar certo. E que, sem dúvidas, vale muito a pena!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Antes do casamento...
O dia do casamento é marcado pela ideia de encantamento, magia, romantismo e beleza. Mas ninguém sabe tudo o que vem antes disso. Quando falo "tudo o que vem antes", não me refiro à fase de conhecer o outro, se apaixonar, reconhecer que é a pessoa certa e decidir casar. Falo de tudo o que envolve preparar uma festa de casamento. Quer dizer, a gente ouve falar do trabalho que dá, mas não tem noção de como é, exatamente, passar por tudo isso.
Sem entrar em detalhes, fica uma impressão pessoal: a de que essa "indústria casamenteira" está desenvolvida demais para a cabeça de duas pessoas que se amam, têm planos em comum e que só querem cumprir esse ritual com tranquilidade.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Not so long ago...
Há não muito tempo atrás, não era tão complicada a vida de um casal. Antes dos 25 anos, no máximo, eles já estariam casados. Talvez até com um filho ou mais. O mais comum era que ela abdicasse de carreira para tomar conta do lar, do marido, das crianças. E o casamento não era uma decisão difícil de ser tomada. Em alguns casos, era a única maneira de conseguir finalmente ter sexo com aquela pessoa. E, claro, o casamento era “para sempre”.
Feliz ou infelizmente, como queira o leitor, a vida de um casal já não mais assim. A começar pelo sexo, que não precisa mais de um papel assinado para acontecer. Até os filhos já podem ser gerado antes ou sem o papel. Mas não é apenas isso, a formalidade de assinar um contrato. As principais mudanças estão mesmo na relação dos dois.
Há não muito tempo atrás, as pessoas estavam dispostas a tolerar as mais absurdas “pisadas na bola”. Estavam dispostas ou, de fato, não tinham outra opção. E me refiro especificamente às mulheres. Ser uma mulher “desquitada” não era um fardo que todas estavam preparadas para carregar.
Hoje, muito menos que batom no colarinho já é motivo suficiente para o término da relação. As mulheres já não precisam mais dos homens. Financeiramente falando. Sentimentalmente... quem não quer um amor que nos faça bem?
Então a gente entra numa relação com as dúvidas: Será que vai dar certo? Será que ele é o cara? Será que ele vai me machucar? Será que não há outro melhor por aí?
É normal! Você já sofreu, conhece vários casos que estavam indo bem e, de repente, separaram. E você é uma romântica, oras! Quer um amor digno de cinema! Você sabe que não é fácil, mas você quer toda a parte boa de estar junto.
Então é nesse ponto que a gente descobre o que não é segredo. O que estava na cara o tempo todo, mas que demanda um certo tempo para descobrir...
A gente nunca vai ter certeza de que vai dar certo. Nem de que não vai sofrer. Não há certezas. A única garantia que temos é aquela que está dentro da gente. O sentimento? Sim. Mas mais do que isso: a vontade sincera de fazer dar certo. Depende dos dois, por certo. Mas não se pode esquecer que depende de você também. Depende muito de você. Depende de você querer. Todos os dias. Inclusive nos ruins.
Porque os tempos são outros. Mas os casamentos, por ironia, ainda existem. Aos montes! E, a meu ver, estão muito melhores e mais bem pensados do que aqueles de não muito tempo atrás.
Feliz ou infelizmente, como queira o leitor, a vida de um casal já não mais assim. A começar pelo sexo, que não precisa mais de um papel assinado para acontecer. Até os filhos já podem ser gerado antes ou sem o papel. Mas não é apenas isso, a formalidade de assinar um contrato. As principais mudanças estão mesmo na relação dos dois.
Há não muito tempo atrás, as pessoas estavam dispostas a tolerar as mais absurdas “pisadas na bola”. Estavam dispostas ou, de fato, não tinham outra opção. E me refiro especificamente às mulheres. Ser uma mulher “desquitada” não era um fardo que todas estavam preparadas para carregar.
Hoje, muito menos que batom no colarinho já é motivo suficiente para o término da relação. As mulheres já não precisam mais dos homens. Financeiramente falando. Sentimentalmente... quem não quer um amor que nos faça bem?
Então a gente entra numa relação com as dúvidas: Será que vai dar certo? Será que ele é o cara? Será que ele vai me machucar? Será que não há outro melhor por aí?
É normal! Você já sofreu, conhece vários casos que estavam indo bem e, de repente, separaram. E você é uma romântica, oras! Quer um amor digno de cinema! Você sabe que não é fácil, mas você quer toda a parte boa de estar junto.
Então é nesse ponto que a gente descobre o que não é segredo. O que estava na cara o tempo todo, mas que demanda um certo tempo para descobrir...
A gente nunca vai ter certeza de que vai dar certo. Nem de que não vai sofrer. Não há certezas. A única garantia que temos é aquela que está dentro da gente. O sentimento? Sim. Mas mais do que isso: a vontade sincera de fazer dar certo. Depende dos dois, por certo. Mas não se pode esquecer que depende de você também. Depende muito de você. Depende de você querer. Todos os dias. Inclusive nos ruins.
Porque os tempos são outros. Mas os casamentos, por ironia, ainda existem. Aos montes! E, a meu ver, estão muito melhores e mais bem pensados do que aqueles de não muito tempo atrás.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Despedida de solteira
Saindo para jantar com o futuro marido, escolhemos uma mesa muito simpática que estava ao lado de uma mesa grande, com umas 20 mulheres, mais ou menos. Conhecíamos uma delas, que nos falou se tratar de uma despedida de solteira.
Eu, às vésperas de casar, pensei em como seria a minha e se eu teria uma, para começo de história.
Só sei dizer que, se tiver alguma coisa do gênero, por favor, que não seja parecido com aquilo que vi no restaurante.
Muita civilidade para o meu gosto!
Não ouvi boas e gostosas risadas entre as amigas, nem algumas lembrando dos tempos em que iam para a balada com a noiva em questão.
Nenhuma dica preciosa para os dias de lua de mel.
Nenhuma brincadeira para deixar sem graça a moça quase casada.
Sei que minhas amigas estão planejando alguma coisa para que haja algum tipo de despedida desses meus dias sem aliança na mão esquerda.
Nada extremo, do tipo "clube das mulheres", como algumas noivas preferem.
Mas que seja um momento de distração e divertimento, até para sair um pouco da tensão pré-festa (e tantas coisas para pensar ainda).
Acho sinceramente que a minha despedida de solteira já passou sem que tivesse uma data marcada. Aconteceu com as mesmas amigas que estarão nessa próxima, pré-agendada.
Foi uma despedida sem perceber, sem querer.
Aconteceu naqueles momentos de diversão entre amigas que antecederam a noite em que conheci o homem com quem vou me casar.
Foram todas aquelas festas em que bebi, todas em que não bebi, todas em que dancei e cantei junto com a banda.
Foram os encontros de "Clube da Luluzinha" na minha casa ou na casa das outras amigas.
Foram os domingos de praia da mulherada.
Os almoços que se estendiam até o jantar. As tardes no cinema e nos cafés.
Minha despedida da vida de solteira já passou. Foi divertidíssima! Mas, sem data marcada, sem convite, sem que houvesse uma cerimônia, o meu coração já se casou com o dele.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O conforto das noites
Estava com essa terrível dor no pescoço que não passava. Massagem, bolsa de água quente... Nada adiantou.
Tentei tirar o travesseiro. Talvez fosse isso. Passei a noite sem ele.
Foi uma sensação estranha. A gente precisa de algum conforto na vida. E na noite. E no sono.
Foi então que eu percebi:
Minha dor só vai passar quando eu puder dormir de novo nos teus braços.
Tentei tirar o travesseiro. Talvez fosse isso. Passei a noite sem ele.
Foi uma sensação estranha. A gente precisa de algum conforto na vida. E na noite. E no sono.
Foi então que eu percebi:
Minha dor só vai passar quando eu puder dormir de novo nos teus braços.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Diálogos VII
(Ele) - Não gosto de ficar te esperando. Demora muito para você chegar em casa!
(Ela) - É o tempo ideal para você fazer outras coisas: TV, computador...
(Ele) - Eu sei... Mas é que a diversão só começa depois que você chega.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Fragmentos de um estudo amoroso

Inocentemente lendo para produzir uma tese... (Sobre o amor, claro!)
"Há uma percepção da paixão como curva, como um transporte que descreve um arco e declina, como febre de ressonância narcísica que arrefece: este é o momento delicado em que os amantes, colocados pela flutuação das vontades diante da imperfeição do outro (que implica a própria), e cessado o mágico encanto dado pela potência divina do entusiasmo (etimologicamente: endeusamento) passional, ou se desiludem, ou convertem a paixão numa relação amorosa baseada na aceitação do limite e da carência. Mas uma aceitação continuada e amorosa da imperfeição do outro e da própria imperfeição configura CASAMENTO."**
Então me ocorreu que talvez seja por isso que alguns casamentos duram tão pouco... Porque as pessoas não estão preparadas para aceitar as imperfeições do outro (de forma CONTINUADA e AMOROSA) e de suas próprias imperfeições.
Será?
Bem... A tese está apenas começando...
(**WISNIK, José Miguel. "A paixão dionisíaca em Tristão e Isolda". In: NOVAES, Adalto (Org.). "Os sentidos da paixão". São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 232)
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ever since we met...
Desde que nos conhecemos, sempre achei diferente – para não dizer estranho – que, quando saíamos para jantar, ao invés de você se sentar ao meu lado, você sempre se sentava à minha frente. Sempre.
Para mim, fazia mais sentido que você se sentasse ao meu lado... Os carinhos e beijos ficariam facilitados, e não separados por um móvel, fosse ele redondo ou retangular. Eu poderia falar junto ao seu ouvido e ficar de mãos dadas sob a toalha de mesa. Encostaria minha perna na sua e recostaria minha cabeça no seu ombro.
Mas não... Você queria sentar diante de mim. Dizia que não queria tirar os olhos dos meus. Que queria poder ficar me olhando. Então, em cada almoço ou jantar, eu concordei... Enquanto me olha, você também estende a mão através dos copos e talheres para alcançar a minha. E descansa seus pés ao lado dos meus. Por vezes, levanta-se por cima da decoração da mesa, dos pratos recém servidos, do vinho, da água, e me beija.
Hoje, depois de todo esse tempo desde o primeiro jantar a dois, eu é que te peço: sente diante de mim, não ao meu lado. Não quero mais tirar os olhos dos teus. Gosto de ver nosso mundo refletido no teu olhar. Não preciso ver em volta. Tudo está no teu olhar. O ambiente, a luminosidade, o mar ao lado, o aspecto do que nos alimenta. Tudo em teus olhos. E o melhor é poder ver e rever, em cada jantar ou almoço, que no centro do teu olhar ainda está a minha imagem refletida.
Dispenso espelhos. Tudo que eu preciso é sair para jantar com você.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Já que amanhã é Dia dos Namorados...
Eu não preciso que tu sejas poeta.
Não preciso que tu gostes de escrever e escreva como um Machado. Ou Drummond.
Não preciso que tu ouças as mesmas músicas francesas que eu.
Tu não precisas ser fã do Chico, do Marcelo Camelo, nem saber quem é Proust.
Não quero que tu sejas diferente do que tu és.
Eu te admiro e te amo pelo homem que tu és.
Porque tu és sempre agradável com todo mundo.
Porque tu tens a praticidade que eu não tenho.
Porque tu sabes pensar com calma e com rapidez nas situações mais complicadas.
Porque tu entendes de política, de economia, de questões sociais que eu gostaria de entender.
Porque tu te importas com quem te quer bem.
Porque tu és uma excelente companhia.
Porque tu gostas de animais.
Porque tu és inteligente, educado, solícito, amigo. E bons amigos são raros.
Eu te admiro pela tua franqueza, pela tua força e especialmente por tu ter a coragem de admitir tuas fraquezas.
Eu te admiro e te amo pelo que tu és comigo.
Pela forma carinhosa como tu me tratas.
Por tu te interessares por mim e por isso que tu chamas de "meu mundo", que também é teu.
Te amo porque meu coração ainda dispara quando te vejo.
Eu te amo porque me sinto bem ao teu lado, porque me sinto em casa nos teus braços.
Eu te amo porque eu te admiro porque eu te quero porque eu te amo.
Eu te amo por todos os motivos.
Eu te amo por motivo algum.
Eu te amo porque tu és, todos os dias, o meu melhor motivo.
Não preciso que tu gostes de escrever e escreva como um Machado. Ou Drummond.
Não preciso que tu ouças as mesmas músicas francesas que eu.
Tu não precisas ser fã do Chico, do Marcelo Camelo, nem saber quem é Proust.
Não quero que tu sejas diferente do que tu és.
Eu te admiro e te amo pelo homem que tu és.
Porque tu és sempre agradável com todo mundo.
Porque tu tens a praticidade que eu não tenho.
Porque tu sabes pensar com calma e com rapidez nas situações mais complicadas.
Porque tu entendes de política, de economia, de questões sociais que eu gostaria de entender.
Porque tu te importas com quem te quer bem.
Porque tu és uma excelente companhia.
Porque tu gostas de animais.
Porque tu és inteligente, educado, solícito, amigo. E bons amigos são raros.
Eu te admiro pela tua franqueza, pela tua força e especialmente por tu ter a coragem de admitir tuas fraquezas.
Eu te admiro e te amo pelo que tu és comigo.
Pela forma carinhosa como tu me tratas.
Por tu te interessares por mim e por isso que tu chamas de "meu mundo", que também é teu.
Te amo porque meu coração ainda dispara quando te vejo.
Eu te amo porque me sinto bem ao teu lado, porque me sinto em casa nos teus braços.
Eu te amo porque eu te admiro porque eu te quero porque eu te amo.
Eu te amo por todos os motivos.
Eu te amo por motivo algum.
Eu te amo porque tu és, todos os dias, o meu melhor motivo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A relationship

O que eu quero numa relação é leveza.
Detesto cobranças, detesto me sentir testada, não sei viver com brigas o tempo todo. Isso não me serve.
Eu preciso confiar para não viver num inferno.
Eu preciso que o outro confie em mim para eu não viver preocupada com o que o outro vai pensar ou deixar de pensar.
Para mim, medo bloqueia, não liberta.
Eu quero você sem medo, com ônus e bônus.
Eu quero almoços de domingo em família.
Eu quero planos juntos, sem o receio de "se ainda estivermos juntos".
Eu quero apoio de quem está do meu lado e admiração, não por me achar bonita, mas por achar que eu sou diferente.
Não quero estar junto o tempo todo, mas quero que, quando estivermos juntos, sejam os melhores momentos do dia.
Não quero acabar com a individualidade de ninguém, nem quero que invadam a minha.
Quando discuto, discuto o problema do momento, não todos os outros que já foram discutidos.
Quero um podendo ajudar o outro, não um tendo que ajudar o outro.
Quero falar o que penso sem pensar que serei julgada, pois, numa relação, não se julga, se argumenta.
Quero alguém que faça escolhas em favor da relação.
Não quero ninguém amando por dois. Ou a relação é de iguais, ou não é relação, é hierarquia.
E, sim... Eu também quero que você me leia. Nos olhos. Nos textos. Todos os dias.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Além de nós

Eu ainda quero saber de você. Você está feliz? A vida é para você tudo aquilo que imaginávamos que seria?
Eu sei que o convencional é não saber mais de você. Mas... e se eu me importo? Se nunca deixarei de me importar? Como não me importar depois de tudo?
Às vezes penso se você ainda ri daquele jeito, franzindo o nariz e soltando os ombros. Se você parou de fumar. Se continua esfregando um pé no outro quando senta com as pernas estendidas. Se ainda tem medo de ir ao dentista.
Eu não queria voltar no tempo. Só queria saber como teria sido. Queria ter visto os dias que nos empenhamos tanto em imaginar. E que se esvaziaram de nós.
As festas, as reuniões familiares, os amigos, as noites, os dias, os filhos – que teremos com outras pessoas. Os sonhos que cancelamos. As vidas que podamos.
Porque houve um momento em que tudo aquilo deixou de nos parecer certo. Em que você e eu não combinávamos. Houve o momento em que escolhemos diferente.
E soltamos as mãos. E desviamos os olhares. E a vida não deu “pause” por causa disso.
Casamos. Eu com ele. Você com ela.
Novas histórias. Novos enlaces. Outras pessoas.
Somos outras pessoas.
Não somos mais parte do “nós”, mas dessa alteridade que nos é alheia.
Ainda assim, o que passou nunca deixará de ter sido.
Um fim que não foi morte.
Não te matei em mim.
Não morri em você.
(Sobre)Vivemos para lados opostos.
Para além do que fomos nós.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Filosofando
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