sexta-feira, 24 de abril de 2009

Diálogos II


Ele: Quem está cantando?
Ela: Carla Bruni.
Ele: Quem é Carla Bruni?
Ela: É uma italiana, criada na França, ex-modelo, de família tradicional. É linda, tem essa voz sensual que você está ouvindo, já teve vários homens maravilhosos, é rica e agora está casada com o Presidente da França.
(Pausa)
Ela continua: Eu inclusive estou muito a fim de criar uma comunidade no orkut: “Quero ser Carla Bruni”.
Ele: Poxa... Nesse caso, vou criar a comunidade “Quero ser o Presidente da França”!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Diálogos (I)

Ele: Então, vamos conversar.
Ela: Ah, finalmente! Vamos conversar!
Ele: Então...
Ela: Então!
Ele: O que você queria falar?
Ela: Você queria falar!
Ele: Sim, eu queria falar porque você queria falar.
Ela: Bem, agora eu quero ouvir.
Ele: Você não tem nada pra falar?
Ela: Eu quero saber o que você tem para me falar.
Ele: Mas eu não tenho nada! Você é que sempre quer conversar sobre as coisas.
Ela: Eu? Mas se foi você quem chamou!
Ele: Porque eu sei que você sempre quer falar. Não quer falar?
Ela: O que você quer que eu fale?
Ele: Não sei! Qualquer coisa! Por mim, a gente nem precisaria conversar.
Ela: Viu? Você nunca quer conversar!
Ele: Eu estou conversando.
Ela: Me deixa sozinha.
Ele: O quê?
Ela: Saia. Não quero mais falar sobre isso.
Ele: Mas... Sobre o quê?
Ela: Viu? Você não presta atenção em uma palavra do que eu digo!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Medidas

São breves os momentos bons.
O pouco que você dá
em troca do meu muito.
O problema não é o seu pouco.
Nem o meu muito.
É que nossas medidas
sempre foram diferentes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A grande "sacada" de Eça



Fazem parte do inconsciente popular histórias contadas há séculos, como a da Odisseia de Ulisses, ricamente contada por um famoso Homero, ou o que quer que se entenda por Homero. Os 24 cantos da Odisseia narram várias aventuras, falam de inúmeros deuses e outros personagens que são fonte de inspiração de ficcionistas até hoje. Quem já não ouviu falar da fiel Penélope, que esperou por mais de vinte anos o regresso de seu marido Ulisses, que tecia de dia e destecia à noite um manto, protelando a pressa de seus pretendentes?

Pois bem. Penélope foi realmente admirável por tanta perseverança e astúcia. Passou pelo olhar atento e disfarçado do marido, que a observava sem se revelar, testando a fidelidade da esposa. Acontece que antes disso, muitos anos antes, contou Homero que Ulisses, indo e vindo pelo mundo, acabou na Ilha de Ogígia, onde foi amorosamente acolhido pela deusa Calipso. Por oito anos, Ulisses ficou por lá, usufruindo de todo o conforto que a linda deusa lhe proporcionava, com as melhores ceias, as melhores roupas, os melhores vinhos e intermináveis noites de amor. Deuses são imortais. Ulisses poderia ter tido aquela boa vida para sempre. Mas ele não quis. Escolheu voltar para os braços de Penélope.

Pensando nisso, Eça de Queiroz inteligentemente escreveu o conto “Perfeição”, tratando justamente dos motivos que levaram nosso heroi homérico a escolher pela mortal Penélope. Ulisses tinha tudo o que se pode imaginar em Ogígia. Era paparicado por uma deusa linda e loura. Era banhado por ninfas diariamente. Não precisava se preocupar em prover os mantimentos do casal porque a deusa, naturalmente, estendia sua magia à ilha, na qual nada do bom e do melhor faltava.

Eça, escritor português do século XIX, era, antes de tudo, um homem, e compreendeu Ulisses. Na versão dele sobre essa história, o que incomodou o “Príncipe dos Povos” foi exatamente toda essa perfeição da deusa e de tudo o que a cercava. Ele queria “uma humana Penélope que eu mande, e console, e repreenda, e acuse, e contrarie, e ensine, e humilhe, e deslumbre, e por isso ame de um amor que constantemente se alimenta destes modos ondeantes, como o lume se nutre de ventos contrários!” (QUEIROZ, Eça. Obra Completa. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1997, p. 1595).

Eu já desconfiava e o Eça veio apenas para confirmar. Homem algum está interessado na perfeição feminina. Eles não querem a sempre linda, a sempre certa, a sempre sábia. A mulher não precisa ser a melhor na cama, na cozinha, no lar e no trabalho. Eles anseiam pelas imperfeições, pelas falhas. É um modo de sentirem-se melhores, de afirmarem-se homens. De ser, de alguma maneira, a sombra de Ulisses. Porque, pensando bem, todo homem desejaria estar com uma deusa. Mas deseja, de todo o coração, que sua mulher seja uma Penélope.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

De instante

Beijos demorados
Mãos entrelaçadas
Um cafuné.
Pés misturados
Barba roçando
Abraço quente
Massagem.
Descanso de pernas
Cabeça no ombro
Coberta de corpo.

Hoje,
não precisa encostar.
Nada de toques.
Distancie-se
Deixe apenas sentir
Sua respiração
No meu pescoço.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Whatever!

É impressionante como ela não desiste de mim. Não me larga! Se fosse qualquer outra, já teria me transformado em passado. Mas ela não. Ela embestou em mim e pronto. Já me viu chorando por outra pessoa. Já me viu inclusive com outras pessoas. E ainda assim ela me quer por perto. Já briguei com ela. Várias vezes. Xinguei. Perdi a paciência. Ela não se afasta. Não abandona a ideia de conseguir dormir comigo. Insiste em querer estar ao meu lado, mesmo que em silêncio. Nunca tive isso... alguém que não se importa com meus desleixos, que aceita o pouco que posso lhe dar e que ainda beija os meus pés. Ela gosta de sentir meu cheiro em minhas roupas. Gosta das mesmas comidas que eu. Gosta de deitar a cabeça na minha barriga e deixar a minha respiração embalá-la. Às vezes eu a deixo por horas, dias. Penso que ela então partirá e esquecerá. Ela não parte. Ela não desiste. E ao invés de me agredir quando retorno, recebe-me na maior alegria. Alguns podem achar que isso é masoquismo da parte dela. Não acho. Acho que ela é a única que gosta do que eu realmente sou. A única que me enxerga com clareza. E que se propôs a ser minha. Não interessa o que os outros pensam. Sim... É apenas um bichinho. Whatever! Agora sou eu que não consigo largá-la.

sábado, 4 de abril de 2009

Um show (!)


Quis tanto e ontem eu consegui: fui ao show do Marcelo Camelo. Gravação do DVD. Não teve aquela história de “errou, faz de novo” pra aparecer bonitinho no vídeo. Foi do jeito que foi, com alguns erros, com semibeijo da Mallu Magalhães, com a invasão de um fã, com tudo o que é um show de verdade. E foi lindo!

Mas como é interessante ir a um show e prestar um pouco de atenção ao que se passa em volta, e não apenas no palco. Todos que são fãs de carteirinha do astro da noite se fazem presente. Uma vez lá, e esperando ansiosamente o início do show, todos os comentários rolam em torno do trabalho do artista, da melhor música, de quem tem a gravação mais rara, de quem sabe mais da vida do cara. Apostas de qual será a ordem de apresentação das músicas. Sugestões do que deve ser incluído ou deixado de fora. Qualquer um vira produtor nessa hora.

Aí o show começa. É quando a gente se dá conta de que aquela ideia de curtir o som, de escutar a voz que você só conhece por meio de um CD, não vai ser bem assim. O público se entusiasma de um jeito, se deixa levar por tamanha emoção, que canta junto, palavra por palavra, letra por letra, todas as músicas. Até o instrumental é imitado por uns e outros, que gritam na tentativa de se aproximar do som do violão, da bateria, de qualquer instrumento que esteja tocando no momento.

Com Marcelo Camelo não consegui me deter apenas nele e em sua timidez cantante. Os fãs disputaram minha atenção e meus olhares. Quando uma nova música começava, a vibração vinha pelo chão, pelo ar, pelo embalo. Cada um dos presentes sentia-se em dueto com Camelo. Não existe ridículo nessa hora. Existe cumplicidade com a letra, com os acordes, com o sentimento despertado pela música. Mesmo que cada um evoque seus próprios sentimentos.

Ouvindo atentamente a letra de uma das canções dele, cantada por um fanático entusiasmado ao meu lado, fiz toda uma nova interpretação do que a música poderia dizer. Ele se apropriou da canção e eu fiquei mais tocada com a versão daquele cara desconhecido no meio da multidão que com as várias vezes que escutara a mesma melodia no meu CD.

Assim, esse show me valeu para voltar a pensar no poder que uma boa música pode ter. Na quantidade de gente que se sensibiliza com o belo. Que canta e se encanta e não está nem aí em ser desafinado. A magia não está tanto na voz e em todo o conjunto de fatores que fazem uma música de qualidade. Está no modo como nos alcança e em como ficamos depois dela.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O amor é fodido


“Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.

Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances - porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.

Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece...

Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem que haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo".


Não tenho mais nada para escrever hoje. O Miguel Esteves Cardoso, em seu livro “O amor é fodido”, já disse tudo. Ou mais. É isso... Resolvi não me ocupar em dizer algo que esse escritor português já falou tão bem. O amor é fodido mesmo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DÚVIDAS

Havia dúvidas. Dúvidas sobre as escolhas, dúvidas sobre as pessoas, dúvidas sobre as próprias dúvidas.

Queria estar com ela, mas tinha dúvidas. Seria a mulher ideal? Seria para sempre? Seria um início ou seria o início do fim? Seria tudo o que ele havia sonhado?

Tantas dúvidas... Seria uma boa mãe para seus filhos? Seria o que ele imaginava que seria?

E mais... Seria mesmo amor?

Ele achava que já havia conhecido o tal amor. Havia passado por ele. Agora era outra coisa. Era diferente. Ou será que antes não era bem o que ele pensava que fosse?

Dúvidas. Dúvidas sobre os motivos. Os motivos dele. Os motivos dos dois. Por quê? Desde quando? Até quando? Encheu-se de dúvidas. Muitas dúvidas. Todas as dúvidas. Entendeu que as dúvidas seriam sempre duuuuuuuuuvidas. E que podem ser dádivas. E que podem ser súbitas. E que há

vidas

nas

vidas

(?)

segunda-feira, 23 de março de 2009

De mala e cuia


Há mais de dois anos saí do Rio Grande do Sul. A princípio, não fui para muito longe. Estava logo ali, em Santa Catarina. Conheci um pouco da cultura de Oktoberfests e dos pescadores da Ilha da Magia. Achei o sotaque simpático (“Visse a novela ontem??” É assim mesmo: “visse” ao invés de “viste”) e o povo foi muito acolhedor. Comi ostras e marreco recheado. Admirei as belezas do litoral catarinense. E nessas novas vivências, nunca abri mão de levar comigo o meu chimarrão.

Coincidentemente, a maioria das pessoas com quem convivi por lá era gaúcha. Os colegas de trabalho, as amigas de praia, os confidentes. Com raras exceções, estava cercada de outros gaúchos. Todos dividiam a cuia comigo. Na roda de mate, mal se percebia a distância do solo gaúcho.

Depois, fui de mala e cuia, literalmente, para terras ainda mais quentes. Acho fantástica a cultura baiana, com acarajés, capoeira e esse sotaque que embala. As praias são perfeitas e o sol nordestino consegue quebrar a brancura de minha descendência ítalo-germânica. Mas sempre chega aquela horinha, aquele final de tarde... e o corpo pede pelas origens, pelo que me habituei desde a infância. Não há água de coco que mate a sede de um chimarrão.

E mesmo tendo alguns poucos gaúchos por perto, ou mesmo que alguns raros baianos tentem me acompanhar nesse costume, na maior parte das vezes acabo mateando sozinha. É o meu momento RS. Meus goles de nostalgia. Mas antes que falem, já explico. O nome disso não é bairrismo. É cultura.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cheque sem fundos


Tive a péssima experiência de ter meu talão de cheques furtado. Não sei quem foi. Não sei onde foi. Só sei que alguém o levou. E seja-lá-quem-for está passando cheques meus em diversos estabelecimentos. Cheques sem fundos. Depois de ver o rombo na minha conta, de perceber que não via o meu talão há dias e de tomar as atitudes necessárias, os cheques foram todos sustados. A partir disso, eu não terei mais prejuízo, mas muita gente por aí ainda está tendo.

Hoje vi que o último cheque que o ladrão passou foi no valor de dois mil reais. Fiquei pensando em quem recebeu esse meu cheque. Em quem confiou numa suposta Bianca, que assinou o meu nome, assumindo a minha conta bancária. Fez-se passar por mim. Ganhou a confiança do vendedor e saiu com a mercadoria, deixando um outro alguém muito pior que eu. A pessoa que recebeu o cheque acreditou que descontaria aquele valor. Estava contando com aquilo. E acaba se vendo de mãos vazias. Enganada. Roubada por um indivíduo que olhou em seus olhos, apertou sua mão, despediu-se satisfeito com o atendimento.

Nunca recebi um cheque sem fundos, mas imagino que a experiência deva ser muito frustrante. Assim, me ocorre que, na vida, não há apenas cheques sem fundos. Há pessoas que são exatamente assim: um cheque sem fundos. Aqueles que olham com ternura, que ganham a confiança, que ganham nosso crédito, que recebem o melhor da gente... E que, cedo ou tarde, se mostram uma farsa.

A gente acredita, deposita esperanças, se entrega. E não há retorno. Não há recíproca. Não há verdade. Quem recebe um cheque deve saber que está correndo o risco de ser vítima de um golpe. E quem recebe pessoas? Há de se pensar sempre em quem pode estar nos enganando ou não? É sempre um risco? É. É sempre um risco. E não há como saber exatamente o que virá. Não há garantias. Não há como saber o quão feliz ou quão machucado se ficará depois.

O coração não é como um banco, que dá ressarcimento. Ele poderá, inclusive, cobrar: “Como é que você foi acreditar nessa pessoa?”. Não há seguradora que ampare. Não há reparação. O único consolo é lembrar que, na maioria das vezes, os cheques que recebemos ainda têm fundos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Escovas de dentes


Há certas coisas que a gente, simplesmente, não empresta. Cresci com esses princípios e os segui à risca. Namorado, lógico, está fora de cogitação! Agora, os itens mais práticos da vida que aprendi a não emprestar em hipótese alguma: calcinhas e escova de dentes. Obviamente, também nunca pedi essas coisas emprestadas. Esqueci de levar calcinha na mala? Ou compro outra ou fico sem mesmo! (Afinal, nossa intimidade também merece respirar mais livremente... E é recomendação de ginecologistas!) E se esquecer a escova de dentes (coisa que só se vai lembrar na hora que se precisa usar), o jeito sempre foi dos menos eficazes: “escovar” com o dedo, fazer bochecho com a pasta de dentes... pelo menos disfarça o mau-hálito matinal!


Existe lógica nessas restrições. Os dois objetos entram em contato com partes muito particulares dos nossos corpos. Os micróbios que estão em minha escova de dentes são meus! Não que eu fique pensando neles... Mas são unicamente meus. Se eu usar a escova de dentes de outra pessoa, é como pegar mais uns micróbios emprestados de outra boca que não a minha. Ok... Num beijo essas trocas acontecem, mas é bem mais gostoso e é a dois!

Além do mais, escova de dentes é algo significativo. Não é à toa que se usa a expressão “juntar as escovas de dentes”. Tão romântico as duas escovinhas sobre o mesmo armário do mesmo banheiro!

E aí, pensei que estava preparada para levar a minha escova de dentes para essa nova fase. Achei que ela estaria preparada para deixar de ser a única no banheiro. E fui de coração feliz: eu, uma muda de roupas e minha escova de dentes. O clima de amor, de saudade, de ser a primeira de muitas noites juntos. Jantar, beijos, o caminho do novo lar. E a revelação: “Esqueci minha escova de dentes. Vou usar a sua, tá?”.

Como assim? Como vai usar a minha? Assim? Sem problema algum para a boca dele? E os meus micróbios?

Ele não se preocupou com nada disso. Usou minha escova com a maior naturalidade. E eu, mudando mil paradigmas em minha cabeça, usei-a logo em seguida. Esqueci os micróbios deles, os meus, esqueci toda essa bobagem. Naquelas alturas, eles já estavam em lugares trocados pelos beijos. Naquela noite, aprendi que “juntar escovas de dentes” é pouco. São vidas que se juntam. Juntam-se bocas, olhos, peles, corações. Depois disso, as restrições perdem a lógica.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Durma bem


É durante o sono que a gente cresce. A gente aprende mais e de modo mais efetivo se tiver uma boa noite de sono. Dormir faz bem pra pele. É relaxante. Ajuda na recuperação de doenças. É descanso. Dormir bem torna o dia mais produtivo, menos estressante. São algumas horinhas de paz. São as férias do consciente. Durante o sono, os batimentos cardíacos ficam mais lentos, os vasos relaxam e o fluxo do sangue melhora. Em outras palavras, dormir também faz bem pro coração. E é o meu que vive me levando pra cama, me ninando e me fazendo dormir. Ele quer esse incrível benefício do meu sono. Quer o remédio natural do tempo aliado ao sono. Quer relaxar. Quer acordar pra continuar batendo só depois que a ferida curar.