terça-feira, 26 de maio de 2009

Betume

Asfaltei meu coração.
Não venha descalço.
Melhor:
Não venha.

6 comentários:

Terra de Pan disse...

Óbvio que não estou por dentro, mas seus últimos textos andam meio como os meus, falando de tormentas que nos atropelam sem que se tenha tempo para tirar o corpo do caminho. O " Certeza" é bem verdade e não faz muito tempo, voltei a me apegar a este tipo de amor que nunca deveria ter sequer esquecido que existia. Apesar de sofrido, gosto muito desse seu novo "estilo". Não o abandone!
Beijos

Mariana disse...

Não abandone o estilo, mas abandone a "causa" do estilo, rsrsrsrs...
Dois conselhos de uma fã de Woody Allen: assista "Todos Dizem Eu Te Amo" e viva seu momento "I'm Through With Love"; assista "Hannah e Suas Irmãs", que tem uma pérola sobre a capacidade do coração de se renegerar.

O Profeta disse...

No sul mora a saudade
No peito de mulher sem nome nem guarida
Que percorre a beira-mar entoando
Um chamamento de nostalgia

Porque o amor não se detém
Às vezes enlouquece a loucura
Tempestade ou bonança
Planta sedenta da ternura


Boa semana



Mágico beijo

Aguinaldo disse...

Ulalá. Este teu texto lembra-me uma frase do Flaubert:
"Todos têm em seu coração uma câmara-ardente. Eu emparedei a minha."
Leia o "Papagaio de Flaubert", do Julian Barnes. Prometo que vai ser divertido (e instrutivo).
Até logo.

Carol disse...

Bianca, amiga querida,
Adoro ler o que escreves... e da beleza e profundidade das tuas palavras. Incrível como consegues dizer tudo o que está entalado lá no fundo d'alma e que não deixamos sair. Gostoso ventilar as ideias... Abrir a boca e soltar o verbo, sentindo cada palavra...
Bjus! Carol

Lilita disse...

como teus leitores te indicaram alguma tipo de leitura, tbm vou deixar aqui uma indicação indispensável: leia o livro 1 Coríntios 13 da Bíblia.