quarta-feira, 30 de julho de 2008

To H.


Mar. Você é meu banho de mar. Meu banho na água fria e salgada do mar. Diante do mar, só se ouve o som das ondas... que é a sua voz, hipnotizante, constante, penetrante.

Eu sinto você do mesmo jeito que sinto o mar em mim. Vagarosamente, tocando delicadamente os meus pés, tomando conta das minhas pernas, arrepiando-me. E você só toma conta do resto do meu corpo porque eu me permito avançar em sua direção, mesmo sem saber até onde poderei ir, até que profundidade estarei segura.

Joelhos, coxas, quadris, cintura: você me cerca. Seios, braços, ombros: você me toma. É quando já me sinto tão parte de você, que o melhor é mergulhar. Espalhar meus cabelos em suas águas, tirar os pés da terra que me prende, abrir meus braços e não ouvir mais nada além da minha respiração confundida em suas ondas.

Deixar-me conduzir em sua correnteza e me afogar em seu amor. Perder-me dos rastros deixados na areia, esquecer a orientação do farol. Alcançar, quem sabe, a tranqüilidade do seu alto-mar.

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