quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A velha guerra entre os sexos...


Há horas estou para escrever sobre isso. Prometi a uma leitora que está do outro lado do Oceano Atlântico e hoje, com forte inspiração na conversa que tive com um querido amigo, resolvi, finalmente, expor minha opinião sobre o assunto.

Lamento para quem defende o contrário, mas eu acredito na diferença entre os sexos. Homens e mulheres não são iguais. Não pensam da mesma forma. Não agem do mesmo jeito. Às vezes, o melhor é um não se intrometer no universo do outro.

Admiro as mulheres que encaram profissões reconhecidamente masculinas. São muito corajosas por isso. Têm todos os méritos, todos os meus louvores. Mas não posso dizer que, na minha opinião, elas não saem perdendo por isso.

Já li Simone de Beauvoir. Leila Diniz é tudo de bom. E insisto na idéia de que as mulheres são melhores como mulheres que como tentativas frustradas de homens. Esclareço: há homens que são, igualmente, tentativas muito frustradas de mulheres. O que penso é que as mulheres não deveriam perder o que as diferencia: a feminilidade. Elas não precisam ser feministas para serem femininas. Nem precisam deixar de ser femininas para serem feministas. O equilíbrio possivelmente ainda seja a dose ideal.

Não quero dizer que todas precisem usar cabelos longos, unhas compridas, salto alto e maquiagem. O fato de não usar nada disso não tornará a mulher menos feminina. As atitudes dela é que podem surtir esse efeito. Atitudes de quem pode tudo sem precisar de ninguém. Todo mundo precisa de alguém, seja homem ou mulher. Acontece que algumas mulheres tentam tão arduamente mostrar que são iguais aos homens ou superiores a eles, que acabam esquecendo de que são, antes de tudo, seres-humanos. E o ser - humano é frágil.

Lembro sempre de uma amiga minha que gosta de mulheres. Nesse caso, quando digo “gosta”, é gostar mesmo, ter atração por mulheres. Ela disse que, depois de ter resolvido a questão da homossexualidade em sua cabeça, tinha se tornado muito mais vaidosa, muito mais feminina. “Afinal de contas, eu gosto de mulher. Se eu gostasse de mulher com jeito de homem, seria mais fácil pegar um homem, ora!”. Faz muito sentido.

Então, não acho que as mulheres, por expressarem traços de sua feminilidade, tornem-se submissas a uma sociedade patriarcal. Tolice! É exercendo sua feminilidade que se impõem como mulheres, diferentes de seus homens. Nossa cultura pode ainda ser machista, mas ela não tem como esconder os inúmeros atributos de suas mulheres. A capacidade de gerar vida, a sensibilidade, o formato do corpo, a valorização dele, a inteligência diferenciada. Não acho que homens e mulheres tenham os mesmos papéis nessa grande novela mexicana em que vivemos. Eu só não vejo mal algum em assumir o papel de mulher, como se ele não fosse, também, um dos protagonistas. Afinal de contas, o que seria do grande herói se não existisse uma mocinha que faça tudo valer a pena?

7 comentários:

mãe disse...

Texto muito inteligente .
Concordo plenamente !
bjs

Clari disse...

E Deus nos fez exatamente assim... cheios de diferenças! Nada é por acaso. bjos

de Marte disse...

Oi, Bianca!
Sinto-me lisonjeada por ter despertado a tua vontade de escrever sobre o feminismo e a "guerra" dos sexos.
Temos abordagens bem diferentes e gosto muito do modo terno como escreves.
Eu sou mais "crua", mais tendenciosa, mas chegamos à mesma conclusão: ser mulher é óptimo! :)

http://oblogdemarte.blogspot.com/2008/09/feminismo.html

Beijinhos de Marte
(ou do outro lado do Atlântico)

Z, disse...

fantástico...

Z, disse...

Posso usar no meu blog ?

Bianca De Vit Begrow disse...

Claro que pode, Zanomia!! Que bom ter a manifestação de um homem sobre esse texto!

Valeu! Beijo!

Leti disse...

Flor, ontem mesmo, com uma amiga, falávamos disso...dessa tentativa estúpida de masculinização das mulheres. Eu, inclusive,que era o tema da conversa, esqueci das sutilezas do feminino, sendo agressiva pra caramba. Tão bom valorizar essa coisa tão nossa, tão diferente, tão delicada....hehehehe
Mas pra falar disso, teria que escrever um texto do tamanho do teu...saudade de conversar comtigo, pena que tem que ser só escrito! beijooooo